Mostrando postagens com marcador Filhos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Filhos. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 25 de março de 2011

Pais e Avós: Uma relação de limites


Nessa vida corrida que a maioria das mães levam, o dilema de onde e com quem deixar os pequenos já começa antes mesmo deles nascerem... As opções se resumem à: creche, babá ou vovó.

Mas a grande preocupação é: Onde encontrar uma pessoa de sua absoluta confiança para deixar seu bem mais precioso? Muitas vezes, encontrar uma resposta para essa pergunta não é fácil e quem pode e tem mãe ou sogra por perto, acaba pedindo socorro.

É maravilhoso quando os avós se dispõe a cuidar dos netos, pois sabemos que não existem pessoas de mais confiança para cuidar dos seus pequenos que seus pais ou pais do seu marido, porém, é necessário impor limites nessa relação para que você não tenha problemas futuros.

Foi pensando nisso que preparamos um post baseado na relação pais – avós durante a criação dos filhos, qual o papel e dever de cada um nessa situação.

O primeiro e mais importante passo é manter uma relação harmoniosa, com cada um respeitando seu espaço e saber que os avós NÃO são responsáveis pela criação dos seus filhos, eles estão ali apenas para lhe ajudar.

Na teoria tudo é muito simples, mas sabemos que na prática a coisa muda um pouco de figura, e como tudo na vida, essa relação não poderia ser diferente, sempre há dois lados.

Segundo psicólogos, alguns avós quando começam a cuidar de seus netos acham que seus filhos não estão preparados para criar de uma criança e em função disso “tentam poupá-los desse trabalho e responsabilidade”. Afirmam que nessa situação, percebe-se que há uma vontade inconsciente dos avós a voltarem ser pais e corrigirem falhas ou até mesmo não cometerem os mesmos erros que cometeram com seus filhos, por isso tomam todas as rédeas da criança para “evitar” que seus filhos criem seus netos da “forma errada”.

Às vezes alguns pais se queixam que os avós não dão a devida atenção ou não são tão carinhosos com os netos, ou até mesmo, que não se sentem tão à vontade em colaborar nessa “relação de ajuda”. Psicólogos afirmam que em muitas situações a relação dos avós com os netos reflete diretamente na relação dos pais com seus filhos. Assim, essa relação acaba prejudicando não somente você, mas seu pequeno (a) também, e precisa ser seriamente repensada.

Outro caso bastante comum é os avós se sentirem cansados por passarem meio período ou até mesmo período integral com os netos. Sabemos que a idade, quanto mais avançada, mais exige das pessoas, mesmo tendo uma qualidade de vida alta. Nessa fase da vida, seus pais precisam descansar, ter o sentimento de liberdade, cuidar mais da saúde, alimentação, gastar mais tempo com lazer, etc. Então, se você acha que seus pais não tem mais o mesmo pique de antes para cuidar dos seus filhos, talvez seja hora de você procurar formas alternativas para solucionar esse problema.

Logicamente, esse tipo de situação não acontece em todas as famílias, mas se você está passando por isso é o momento de mudar um pouco de “rumo”, ou seja, contratar uma babá ou colocar seu pequeno na creche ou escolinha. Dessa maneira, você poderá evitar maiores problemas e poupar stress.

Limites são importantes em qualquer situação, e na relação pais, filhos, avós não poderia ser diferente. É muito válido deixar claro quem tem autoridade e que tipo de autoridade cada um tem, incluindo os avós, com a mais absoluta certeza.

Vale uma dica: Os pais devem criar seus filhos da mesma maneira que foram criados pelos seus pais, assumindo responsabilidades às quais se destinaram quando decidiram aumentar a família. Os netos devem visitar sempre os avós e criar com eles uma relação de respeito, amor, harmonia e admiração, sem que isso signifique responsabilidade na criação. E, claro, eventualmente, quando for necessário, você pode recorrer à ajuda dos seus pais sem o menor problema, sempre reconhecendo o favor e agradecendo com muito afeto e respeito.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Chegou a hora da escolinha, e agora?

Você já se pegou pensando: “O tempo passou rápido demais e agora já é hora de colocar meu bebê em uma escolinha?”

Pois é, não se assuste, isso acontece mais do que se pode imaginar... Colocar seu filho (a) na escolinha significa, além, claro, da preocupação com a educação dele (a), um importante passo para a socialização.

No Brasil, desde 2009, toda criança que tiver 4 anos deve estar matriculada em uma pré-escola. Essa idade é fundamental para que se tenha alfabetização até os 8 anos e também para que se tenha sucesso na aprendizagem das séries seguintes.

Mas, muitos pais, por força maior, colocam seus filhos na escolinha bem antes que a idade obrigatória, muitas vezes em tempo integral, pois precisam trabalhar durante o dia e não conhecem ninguém de sua confiança para deixar seu bebê.

Muitas vezes, quando caso é deixar no berçário, surge o sentimento de culpa, insegurança e ciúmes pelo “abandono” na escolinha. Nessa situação, o ideal é conversar com a psicóloga que coordena o local.

Em termos gerais, até os 7 meses a criança não distingue visualmente sua mãe de outras pessoas, então a adaptação pode ser mais fácil. Já a partir do oitavo mês, o “estranhar” é mais presente, pois é nessa fase que o bebê começa a maturidade do conhecido para o desconhecido, portanto, a adaptação pode ser mais complicada.

Diante desse fato, começa uma batalha para escolher o lugar ideal para que seu pequeno possa passar a tarde ou até mesmo o dia todo. Alguns fatores não devem ficar fora dos critérios para a decisão final, dê uma olhadinha em nossas dicas abaixo:

1) O fator mais importante é a segurança que o local oferece. A escola não deve ter escadas, e se caso tiver, deve permanecer sempre fechada com portões. As janelas devem ter redes de proteção. Se sua escolha for por berçário, preste atenção nos móveis, se as “quinas” são arredondadas e os brinquedos adequados para a idade do seu filho. É recomendado verificar se a escola tem um sistema de segurança para a entrada e saída das crianças e no caso da saída, deve ser exclusivamente ser feita pelos pais ou, se por ventura isso não puder acontecer, deverá ser previamente comunicado à direção o nome, telefone e demais informações da pessoa que irá retirar seu filho.

2) Procure uma escola que fique próxima à sua casa ou local de trabalho. Dessa maneira a criança não fica muito tempo dentro do carro ou da van que vai levá-la.

3) Verifique se os profissionais são capacitados e preparados para dar o estímulo necessário para cada idade e o mais importante, se sabem prestar os primeiros socorros em caso de uma emergência. É indispensável que o local tenha uma equipe composta por: Pediatra, Nutricionista e Psicólogo.

4) Preste atenção no número de alunos por sala de aula. Um número muito alto pode prejudicar na atenção dos professores e diminuir o desempenho do seu filho.

5) Visite o maior número de escolas possíveis e tente sempre uma conversa com a direção. Assim você conseguirá tirar todas as dúvidas.

O berçário e pré escola são divididos dessa maneira*:

0 a 1 ano e 3 meses – Berçário

1 ano e 3 meses a 3 anos – Maternal

3 a 4 Anos – Jardim I

4 a 5 Anos – Jardim II

5 a 7 Anos – Pré

* A divisão da faixa etária por série pode variar de escola para escola

A socialização da criança deve ocorrer de maneira harmoniosa e isso depende muito da maneira que a educadora trabalha. Ela deverá conhecer as necessidades básicas e as características evolutivas de cada criança (esse fator deve ser comentado durante a reunião com a direção antes de matricular seu filho), assim sendo, seu filho (a) terá grandes chances de independência, confiança e rendimento.

O dever da pré escola é estimular e orientar a criança, mas cabe à você, pai e mãe, acompanhar esse desenvolvimento, pois a escola é somente um facilitador desse estágio. Você também deve acompanhar a rotina de seu filho através da agenda escolar, onde a professora comunica quais as evoluções e o que seu pequeno fez durante o período que permaneceu sob os cuidados dela.

Normalmente, para adaptação, a mãe fica do primeiro ao terceiro dia por perto, sempre visível aos olhos de seu filho, a partir do quarto dia, pode ir se distanciando e observar as atividades de longe, no quinto dia o ideal é se ausentar durante uma parte do tempo. Já na segunda semana, o horário deverá ser o normal, porém, sem a presença da mãe.

Algumas crianças já se despedem da mãe com naturalidade no primeiro ou segundo dia, então nesse caso o período de adaptação pode ser suspenso.

Se você tiver dúvidas quanto ao comportamento e desenvolvimento do seu filho, procure sempre a direção, que deverá permanecer à sua disposição para eventuais esclarecimentos e ajudá-la em tudo que for necessário!